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Empresas assinam termo de cooperação
técnica para pesquisa sobre biocombustíveis
(13/11/2006) Recife sedia debate sobre planejamento e balanço
energético do Nordeste Interditadas empresas que produziam biodiesel
sem autorização em Mato Grosso (06/11/2006)
Comitê gestor tem missão de elaborar
plano estratégico para o biodiesel (03/11/2006) Lula inaugura usina de biodiesel em Mato Grosso este mês (03/11/2006) Subsídios garantem competitividade
(01/11/2006) Brasil e Argentina disputam biodiesel
(01/11/2006) Mais 100 agricultores do Pará iniciam produção
de matéria-prima para biodiesel (30/10/2006) Usina de biodiesel terá investimento de
R$ 80 milhões (28/10/2006) Petrobras investe na construção
de três novas usinas de biodiesel (26/10/2006) Ajuda a biocombustíveis nos EUA é
de US$ 7,3 bi (26/10/2006) Árvore da Lagoa usará biodiesel
(25/10/2006) MMA promove seminário sobre oleaginosas da Amazônia (24/10/2006) Petrobras investe em parceria com cooperativas de pequenos agricultores gaúchos (23/10/2006) Recursos da Faperj para o programa Riobiodiesel
(20/10/2006) Embrapa testa pinhão manso para biodiesel
(10/10/2006) País tem potencial fornecedor (09/10/2006) Demanda mundial por biocombustível vai crescer (09/10/2006) Com 30% de biodiesel, carro polui menos (09/10/2006) Governo revê limite ao uso do diesel (09/10/2006) Governo é cauteloso com metas do biodiesel (09/10/2006) Apesar de ampliada, oferta de mamona para biodiesel
e química fina será escassa (06/10/2006)
Empresas assinam termo de cooperação técnica
para pesquisa sobre biocombustíveis, 13 de Novembro de 2006 Brasília - Projetos de biocombustível baseados na cultura de cana-de-açúcar em áreas irrigadas de Minas Gerais, Bahia e Piauí estão cada vez mais perto da implantação. Será assinado hoje (13) um termo de cooperação técnica sobre projetos de bioetanol e biodiesel entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a Companhia de Promoção Agrícola (Campo) e a Itochu Corporation. A Codevasf, companhia vinculada ao Ministério da Integração Nacional, irá fornecer informações sobre o desenvolvimento dos projetos de irrigação e dados agrícolas sobre cana-de-açúcar e bioenergia no Brasil. Já a Campo disponibilizará informações sobre a produção de bioenergia, incluindo o etanol, e sobre o cultivo da cana-de-açúcar na região do Cerrado. A companhia reúne empresas especializadas nas questões agrícolas do país e trabalha com a diversificação de culturas, novos modelos agrários e inovações técnicas e ambientais. A Itochu irá fornecer dados sobre o mercado
de álcool no Japão e no mundo. A assinatura do termo de
cooperação técnica está marcada para às
11h, em Brasília. Agência Brasil
Recife sedia debate sobre planejamento e balanço energético do Nordeste, 10 de Novembro de 2006 Brasília - A Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene), vinculada ao Ministério da Integração Nacional, promove hoje (10) em Recife o workshop Planejamento e Balanço Energético do Nordeste do Brasil: Condições Atuais e Diretrizes. A produção de biodiesel na região é um dos destaques do evento que será realizado no Park Hotel, a partir das 8h30. Entre os temas a serem debatidos estão a parceria
da Adene com a Empresa de Pesquisa Energética do Ministério
das Minas e Energia, as linhas de financiamento do Fundo de Desenvolvimento
do Nordeste e os incentivos fiscais especiais para o produtor independente
de energia. Agência Brasil
Interditadas empresas que produziam biodiesel sem autorização
em Mato Grosso, 06 de Novembro de 2006 Brasília - A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) e a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz) autuaram três empresas por produção de biodiesel sem autorização e também por não terem inscrição estadual. A RTR Indústria e Comércio de Esteres Ltda., a SSIL (Sociedade Sales Industrial Ltda.) e a Armazéns Gerais Vale do Verde Ltda estão interditadas. "Para voltarem a produzir, elas têm que encaminhar a documentação exigida e, se a ANP aprovar, podem voltar a funcionar", afirmou Marcos Werner, da Superintendência de Fiscalização do Abastecimento da Agência. Wener informou que será instaurado processo administrativo na ANP, para saber a real situação das empresas e para que elas tenham chance de se defender. Ao final, poderão ser aplicadas multas no valor de R$ 50 mil a R$ 200 mil. Segundo a Secretaria, a RTR já havia distribuído cerca de 120 mil litros de biodiesel nos postos revendedores de combustíveis de Tangará da Serra (MT), sem o recolhimento de imposto aos cofres estaduais. À SSIL faltam a inscrição estadual e a autorização para produzir biodiesel. A empresa também não recolhia o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). O mesmo ocorria com a Armazéns Gerais Vale Verde. A Secretaria de Fazenda informou ainda que foram
recolhidas amostras do combustível para identificar a matéria-prima
usada. Não há data definida para a divulgação
do resultado dos exames. Roberta Lopes | Agência Brasil
Comitê gestor tem missão de elaborar plano estratégico
para o biodiesel, 03 de Novembro de 2006 Brasília - Elaborar um plano estratégico para o biodiesel, analisar a viabilidade técnica e econômica de modelos alternativos de produção e integrar agricultores familiares do semi-árido na cadeia de produção são alguns objetivos do Comitê de Gestão das Ações do Biodiesel, instalado nesta semana. A secretária executiva do Ministério da Integração Nacional, Silvana Parente, acredita que o comitê terá papel importante por formar “um bloco homogêneo” dentro do ministério, que deverá dialogar com outras pastas e órgãos governamentais envolvidos com o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPD). A Secretaria de Desenvolvimento do Centro-Oeste, por exemplo, anunciou que vai encomendar estudos de viabilização do plantio e de comercialização de oleaginosas em Goiás. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas destacou dois projetos piloto de mini-usinas implantados nas cidades cearenses de Piquet Carneiro e Tauá. Instalado sob coordenação do Ministério
da Integração Nacional, o comitê de gestão
será responsável pela definição das estratégias
de ação do ministério e órgãos vinculados,
com base nas diretrizes do PNPD. Agência Brasil
Lula inaugura usina de biodiesel em Mato Grosso este mês,
03 de Novembro de 2006 A Dedini Indústria de Base, juntamente com sua cliente, a Usina Barrálcool, inauguram no dia 14 de novembro a primeira planta de biodiesel integrada a uma usina de álcool, em Barra do Bugres, no Mato Grosso. A cerimônia deve contar com a presença do presidente Luiz Ignácio Lula da Silva, conforme informou ontem a assessoria de comunicação da Dedini. A Barrálcool investiu R$ 27 milhões na planta construída pela empresa piracicabana. A nova unidade produzirá o biodiesel a partir de vários óleos e, quando estiver se utilizando da rota etílica, ou seja, o bioetanol como matéria prima, o biodiesel produzido será “100% ecológico”, segundo a Dedini. Isso porque utilizará em sua composição exclusivamente produtos de origem vegetal e provenientes de fontes renováveis, até mesmo em suas fontes de energia elétrica e térmica, que aproveitarão o bagaço de cana gerado como combustível. A capacidade de moagem da unidade é de 50 mil toneladas/ano, o equivalente a 57 milhões de litros de biodiesel/ano. Além disso, o fato de estar instalada anexa a uma usina de bioetanol e açúcar permitirá uma perfeita integração energética, inclusive com o aproveitamento de outras facilidades existentes no complexo industrial. Essa solução, segundo a Dedini, vai possibilitar a redução de cerca de 20 a 25 % no investimento quando comparada com uma planta de biodiesel não integrada. Além da produção de biodiesel, a planta contempla uma unidade para tratamento da matéria prima –– possibilitando trabalhar com diferentes opções –– um parque de estocagem para matéria prima, produtos e subprodutos, unidade de carregamento e descarregamento, tudo isso, interligado, comandado e controlado por um sistema supervisor. Segundo o vice-presidente de operações da Dedini Indústrias de Base, José Luiz Olivério, o fato de estar instalada anexa à usina de bioetanol e açúcar trará uma grande vantagem econômica, já que parte da matéria-prima e todos os insumos serão provenientes da usina existente. Isso vai gerar uma redução no custo final do biodiesel. CLIENTE - Desde 1982 a Dedini empresa fornece equipamentos para a Usina Barrálcool. Outro ponto destacado pela empresa em relação a esse projeto específico é seu cunho social. Ele se concretiza pela compra de parcela da matéria-prima –– grãos de oleaginosas de produtores de agricultura familiar da região onde a usina está instalada –– através de convênio com o Ministério de Desenvolvimento Agrário, o que habilitará a Barrálcool a receber Selo Combustível Social do biodiesel. A identificação confere, conforme a legislação, o estabelecimento de alíquotas diferenciadas para contribuições sociais, como o PIS e a Cofins, aos fabricantes de óleo combustível que comprarem a matéria-prima de produtores familiares. Com a instalação da planta, a Barrálcool passa a ser a primeira usina do mundo a gerar as bioenergias: bioeletricidade, bioetanol e biodiesel. 24Horas News - Cuiabá
Subsídios garantem competitividade, 01 de Novembro de 2006 Os preços do biodiesel vão cair quando os governos europeus tornarem obrigatórias as misturas dos combustíveis e à medida que a produção quadruplicar nos próximos quatro anos, segundo o Goldman Sachs Group Inc., a mais lucrativa corretora mundial. O combustível produzido a partir de óleos vegetais alcançou a média de EUR 780 (US$ 982) a tonelada esse ano e vai cair 18%, para EUR640 a tonelada, quando os governos tornarem obrigatória a adoção de proporções determinadas para a mistura do combustível com o diesel convencional. A produção européia de biodiesel deverá se multiplicar quase por quatro, para 12 milhões de toneladas, até 2010, puxada por investimentos estimados em US$ 3,8 bilhões, disse o Goldman Sachs. ``A capacidade de produção deverá aumentar consideravelmente nos próximos anos devido às baixas barreiras ao ingresso'''' do biocombustível, disseram os analistas Mariano Alarco, Jason Channell e Stephen Benson, que trabalham em Londres, em relatório divulgado no último dia 23 de outubro. ``As prováveis empresas mais bem-sucedidas serão processadoras de óleos vegetais grandes, de baixo custo e capazes de operar com várias matérias-primas vegetais, situadas em localizações privilegiadas do ponto de vista da logística." O interesse dos consumidores e dos governos pelos biocombustíveis é puxado pelo desejo de substituir os combustíveis fósseis devido à disparada dos preços do petróleo, e de restringir a emissão de gases de estufa responsabilizados pelo aquecimento global. Os programas de apoio dos governos são o principal impulsionador da expansão do setor, disseram analistas do Goldman. O biodiesel não se torna competitivo na ausência de subsídios, disseram analistas. Sem qualquer ajuda do governo, o preço do petróleo teria de alcançar US$ 110 o barril para torná-lo atraente. Gazeta Mercantil
Brasil e Argentina disputam biodiesel, 01 de Novembro de 2006 São Paulo, 1 de Novembro de 2006 - Empresas dos dois países começam a investir pesado na produção, mas com focos diferentes. O Brasil está próximo de torna-se uma potência mundial na produção e venda do biodiesel, combustível regularizado há dois anos pelo governo federal para sustentar a agricultura familiar, mas que hoje já faz parte do portfólio de negócios estratégicos de empresas de grande porte como a Petrobras, Ipiranga, ADM, Caramuru e Bertin. Arnoldo de Campos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, diz que apenas os projetos já anunciados pelas indústrias brasileiras irão demandar investimentos totais de cerca de R$ 700 milhões, o que garantirá uma oferta, até o final de 2007, de 1,7 bilhão de litros do energético produzido com óleos vegetais - volume mais do que suficiente para atender à exigência governamental de adição de 2% do produto (em torno de 800 milhões de litros) ao diesel, partir de janeiro de 2008. No entanto, o Brasil não é o único país da América Latina a apostar pesado no combustível. A Argentina - adversária histórica dos brasileiros na produção e venda de carne e produtos da soja (grão, óleo e farelo) ao exterior - também começa a tirar do forno projetos ambiciosos para o biodiesel, com uma diferença importante em relação aos daqui: mais de 75% da produção futura argentina terá como único destino o mercado internacional, segundo revela um estudo divulgado pela consultoria abeceb.com. Já no Brasil os fabricantes pretendem, no primeiro momento, despejar toda a oferta no mercado local, não só para cumprir com as metas governamentais, mas também para satisfazer os anseios das distribuidoras de combustíveis, que se esforçarão para colocar, o mais rápido possível, o B-2 (2% de biodiesel e 98% de diesel) em todas as suas redes de postos. "Com tradição no setor de esmagamento de soja (a principal matéria-prima do biodiesel), a Argentina certamente não vai querer ficar de fora desse mercado", afirma Campos. O representante do governo reconhece que, apesar dos projetos brasileiros estarem mais maduros, o biodiesel argentino deve chegar primeiro no mercado externo, sobretudo nos países da Europa, o maiores clientes desse combustível. "Mesmo com uma produção crescente nos próximos anos, o Brasil não terá condições para atender a demanda externa antes de 2010, o que abre espaço para a Argentina", afirma. Campos, porém, considera salutar a entrada dos argentinos no mercado internacional de biodiesel. "No biodiesel, os argentinos não serão concorrentes e, sim, parceiros, já que os consumidores de fora de biocombustíveis buscam cada vez mais garantias de suprimento e não querem ficar dependentes de um único fornecedor do combustível", justifica. Além do Brasil e da Argentina, os Estados Unidos têm investido fortemente na produção futura do biocombustível. No entanto, atualmente, são os alemães que se destacam na produção do energético, com uma oferta anual acima de 2,5 bilhões de litros e com um mercado já maduro, com mais de 10 anos de existência. César Borges de Souza, vice-presidente da Caramuru - a maior esmagadora de soja de capital nacional e que vai produzir 30 milhões de litros por ano de biodiesel em Goiás - vê com preocupação o ingresso da Argentina nesse setor. Segundo ele, por uma deficiência da legislação brasileira, que favorece a exportação de soja em grão em vez de farelo e óleo (produtos de maior valor agregado), "os argentinos, que apoiam às exportações de produtos industrializados, vem tomando espaço dos brasileiros no mercado internacional de derivados". "Passamos a ser os últimos da fila entre os exportadores de óleo e farelo e o mesmo ocorrerá com o biodiesel", alerta Souza. Segundo estudo consultoria abeceb.com, entre 2005 e os oito primeiros meses deste ano, a Argentina anunciou 13 projetos para o desenvolvimento de biodiesel, com investimentos totais de US$ 285,5 milhões e conclusão das instalações no fim de 2007. Essa cifra, entretanto, pode chegar até US$ 1 bilhão nos próximos quatros anos, de acordo com avaliação da abeceb.com. A maioria dos projetos argentinos está nas mãos de empresas de cereais de origem nacional, situadas sobretudo na região central do país, onde está localizado o maior corredor produtivo de culturas oleaginosas. Estima-se que a demanda argentina em atinja em 2010 algo em torno de 700 milhões de litros. Dos 13 projetos argentinos de biodiesel, quase 76% prevêem a comercialização no mercado internacional, principalmente na Europa. Outros 24% dos programas têm como destino os dois mercados - interno e externo - e apenas 0,1% dos projetos é dirigido ao consumo próprio. No Brasil, segundo Arnoldo de Campos, já existem 12 indústrias autorizadas pelo governo para construir suas plantas de biodiesel, o que corresponde a uma oferta prometida de 280 milhões de litros por ano. "Ainda temos mais de 14 indústrias que já fizeram o pedido para iniciar a produção, o que, caso sejam liberadas, elevariam a oferta anual para 1,7 bilhão de litros", diz Campos. Na avaliação do professor Miguel J. Dabdoub, coordenador do projeto Biodiesel Brasil, apesar dos projetos existentes, o mercado brasileiro de biodiesel ainda está restritos aos leilões governamentais, que têm como principal comprador a Petrobras, que além de adquirir o produto de terceiros, também investirá na produção própria, com a instalação de três fábricas. "Por meios dos pregões, já foi garantida a compra de cerca de 500 milhões de litros de biodiesel para a entrega futura", afirma o professor. Segundo o Programa Setorial de Política Energética do governo, hoje, o biodiesel é vendido em mais de 1,7 mil postos de combustíveis, além de 500 grandes consumidores, resultando num mercado anual acima de 100 milhões de litros. Até o fim deste ano, segundo o governo federal, serão mais de 3,5 mil postos com distribuição de biodiesel e 3 mil grandes consumidores, o que vai alavancar a oferta para 675 milhões de litros/ano. Gazeta Mercantil
Mais 100 agricultores do Pará iniciam produção
de matéria-prima para biodiesel, 30 de Outubro de 2006 A Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA) irá apoiar a inclusão de mais 100 agricultores do estado do Pará na produção de palma (dendê), em parceria com a Companhia Refinadora da Amazônia (Agropalma), com a finalidade de produção de biodiesel. Esses produtores, localizados no município de Moju (PA), no assentamento Calmaria II, vão plantar em uma área de 600 hectares. De acordo com a coordenadora de biocombustíveis da SAF/MDA, Edna Carmélio, o resultado para esses agricultores familiares será um significativo aumento de renda e melhoria da qualidade de vida. “Em um ano, a renda total desses 100 agricultores será de quase R$ 2 milhões”, projeta Edna. A coordenadora de biocombustíveis ainda destaca a questão ambiental, já que esses produtores estarão plantando - com autorização do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e de acordo com o Código Florestal -, em uma área que anteriormente estava em estado degradado. “Aos poucos, a área devastada estará se recuperando, graças ao trabalho desses agricultores familiares”. Termo de cooperação O MDA iniciou em 2005 o apoio aos agricultores familiares do Pará para expandir a participação no cultivo de palma e atender a demanda de biodiesel, por intermédio de um termo de cooperação com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri), o Banco da Amazônia, o Ibama, Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectam) e a Companhia Refinadora da Amazônia. Essa experiência-piloto, única na região Norte, conta atualmente com 185 famílias em 210 hectares, localizados nos municípios de Moju e Tailândia. Edna explica que esse termo de cooperação tem possibilitado várias ações no estado, entre elas o diálogo com empresas produtoras e processadoras de óleo de palma e agricultores familiares. “O objetivo é elencar as potencialidades dessa importante cadeia e a parceria desses produtores agroindustriais com a agricultura familiar”, observa. A Agropalma possui o Selo Combustível Social
do MDA e totalizou um volume de vendas de biodiesel em leilão
de 7,2 milhões de litros, garantindo a expressiva participação
da região Norte nessa nova matriz energética brasileira. Fonte: www.mda.gov.br
Usina de biodiesel terá investimento
de R$ 80 milhões, 28 de Outubro de 2006 A Petrobras aprovou a contratação da empresa de engenharia Intecnial S.A. para construção das usinas de biodiesel que serão instaladas nas cidades de Candeias (BA), Montes Claros (MG) e Quixadá (CE). O resultado foi anunciado anteontem e a vencedora da licitação terá 13 meses para concluir os três empreendimentos, que consumirão juntas investimentos de R$227 milhões. A expectativa da Petrobras é de que a licença de instalação da unidade baiana, orçada em R$80 milhões, seja liberada nas próximas semanas e as obras comecem ainda este ano.
Atualmente, a empresa produz em baixa escala, apenas para pesquisas internas, em duas usinas experimentais localizadas no Rio Grande do Norte. As novas unidades terão capacidade para produzir cerca de 57 milhões de litros de biodiesel por ano, cada uma, e serão inauguradas até o final de 2007. A meta da companhia é produzir anualmente 855 milhões de litros de biodiesel até 2011. Segundo a assessoria de comunicação da Petrobras, a empresa contratada utiliza a tecnologia da americana Crown Iron Works, uma das líderes mundiais em engenharia de processamento de sementes e óleos vegetais. As três unidades já receberam as licenças prévias (LPs) e as obras começam logo após a emissão das licenças de instalação (LIs), o que deve acontecer nos próximos dias. Todas as licenças são emitidas pelos órgãos ambientais dos respectivos estados. O processo de licitação, iniciado no dia 24 de julho, foi realizado através de carta-convite. De acordo com informações da companhia, foram convidadas quatro empresas com tecnologia e experiência internacional de construção de plantas de biodiesel de grande porte. Os principais insumos para produção de biodiesel serão o álcool, os óleos vegetais (algodão, soja, mamona e dendê) e gordura animal. Outras oleaginosas, como girassol, amendoim e gergelim, também estão sendo estudadas. A produção será desenvolvida no entorno de cada planta industrial e poderá gerar emprego e renda para 70 mil famílias. A assessoria também informou que a Petrobras
já iniciou as negociações com as organizações
nacionais e locais que representam a agricultura familiar para obter
o Selo Combustível Social – certificado concedido pelo
Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) aos produtores
de biodiesel que estimulam a inclusão social da agricultura familiar.
Além disso, a companhia articula com o MDA e secretarias de Agricultura
estaduais e municipais para o desenvolvimento da cadeia produtiva de
oleaginosas nas proximidades das usinas. O Banco do Brasil e o Banco
do Nordeste do Brasil (BNB) estão participando deste processo
para garantir o financiamento à agricultura familiar. Correio da Bahia | Adriana Patrocínio
Petrobras investe na construção de três novas
usinas de biodiesel, 26 de Outubro de 2006 Rio de Janeiro - A Petrobras informou hoje (26) que investirá cerca de R$ 277 milhões na construção de três usinas de biodiesel em Candeias (BA, Montes Claros (MG) e Quixadá (CE). Para concluir as obras dessas usinas, com prazo de 13 meses, foi contratada a empresa de engenharia Intecnial, vencedora de licitação iniciada no dia 24 de julho. As usinas terão capacidade para produzir cerca de 57 milhões de litros de biodiesel no final de 2007, utilizando o álcool, óleos de algodão, soja, mamona e dendê, e gordura animal. Está em estudos o uso de óleos de girassol, amendoim e gergelim, com produção em torno das usinas e previsão de geração de emprego e renda para até 70 mil famílias. A estatal também informou que está analisando 15 outros projetos no país, em parceria com diferentes investidores, "de grandes grupos econômicos até cooperativas de trabalhadores rurais". O Programa Nacional de Produção e Uso
do Biodiesel estabelece que a partir de janeiro de 2008 será
compulsória a adição de 2% do produto ao diesel
convencional e a meta até 2011 é produzir 855 milhões
de litros de biodiesel por ano. Nielmar de Oliveira | Agência Brasil
Ajuda a biocombustíveis nos EUA é
de US$ 7,3 bi, 26 de Outubro de 2006 Washington - Os governos estaduais e federal dos Estados Unidos gastam até US$ 7,3 bilhões por ano para subsidiar etanol e biodiesel. O gasto varia de US$ 1,06 a US$ 1,45 por galão de etanol e entre US$ 1,14 a US$ 1,55 por galão para o biodiesel, segundo relatório do Instituto Internacional para Desenvolvimento Sustentável. Esses subsídios, com freqüência relacionados à produção do combustível, crescem à medida que a produção de etanol e biodiesel aumenta, e pode alcançar de US$ 8 bilhões a US$ 11 bilhões ao ano nos próximos seis anos. "O apoio político aos subsídios para os biocombustíveis tem sido descrito como a tempestade perfeita, combinando os interesses poderosos de agricultura, a comunidade de segurança nacional e uma expressiva porção da comunidade ambiental", mostra o relatório lançado ontem. "Há uma necessidade premente para examinar os supostos benefícios dos subsídios aos biocombustível, e para compará-los com os custos de cumprir as mesmas metas de outras formas". O presidente George W. Bush apoia o etanol e outros biocombustíveis que reduzirão a dependência dos EUA nos estoques externos de óleo bruto. No discurso de Estado da União proferido em janeiro, o presidente estabeleceu uma meta para usar o etanol e outras tecnologias para substituir 75% das importações de óleo do Oriente Médio até 2025. "Acredito e o Congresso concorda que o uso apropriado de créditos fiscais servirá para estimular um novo setor que ajudará nossa economia e nos ajudará quando se tratar de segurança nacional", disse Bush do etanol em um discurso proferido em 12 de outubro em St. Louis, Missouri. "Quem optou pelo etanol, está na vanguarda da mudança", disse Bush. "O governo está disposto a ajudar esse setor". Gazeta Mercantil
Árvore da Lagoa usará biodiesel, 25 de Outubro de 2006 A Bradesco Seguros e Previdência quer fazer da maior Árvore de Natal flutuante do mundo - de acordo com o Guiness - também um marco nas áreas de meio ambiente e de tecnologia: o biodiesel será o combustível responsável pelo acendimento das 2,8 milhões de microlâmpadas, que encantam quem passa pela Lagoa Rodrigo de Freitas. A instalação dos sete geradores novos - capazes de suprir o consumo de mais de 300 apartamentos de dois quartos - começa hoje, na Coordenação Adjunta de Operações Aéreas (CAOA). Os geradores atuarão simultaneamente para garantir o brilho do espetáculo. A tarefa de garantir a energia necessária
para o funcionamento da 11ª edição da Árvore
de Natal da Bradesco Seguros e Previdência é da Mil Geradores,
empresa que representa e distribui no Brasil os geradores FG Wilson,
marca líder mundial de mercado, do Grupo Caterpillar. Jornal do Commercio
MMA promove seminário sobre oleaginosas da Amazônia,
24 de Outubro de 2006 Com o objetivo de aprofundar as discussões sobre a produção de biocombustíveis no país e o uso de culturas da Amazônia nesse processo, a Secretaria de Qualidade Ambiental (SQA) do Ministério do Meio Ambiente promove, no próximo dia 30, a partir das 8h30, em Brasília, o seminário Experiências Amazônicas com Oleaginosas no Auditório da Eletronorte (Venâncio 3000, 1º sub-solo, bloco B). De acordo com a gerente do Núcleo de Energia da SQA, Vânia Ribeiro, o modelo que o governo federal está desenvolvendo para os biocombustíveis aponta o uso do dendê como uma das culturas a serem exploradas na Amazônia. "A idéia do seminário é avaliar os modelos que já estão sendo usados e tentar compatibilizá-los com a manutenção da biodiversidade, além de procurar por outras alternativas a essa cultura, como o buriti e o babaçu", explicou. No encontro serão apresentadas experiências desenvolvidas pelas comunidades tradicionais da Amazônia como é o caso da palestra do professor, José de Castro Correia, da Universidade Federal do Amazonas. Ele vai mostrar um estudo que trata das potencialidades das espécies amazônicas para geração de energia e renda em comunidades isoladas. Além da Universidade do Amazonas, também apresentarão estudos sobre oleaginosas a Eletronorte, a Embrapa e a Secretaria de Produção Rural do Estado do Amazonas. Sobre biocombustíveis O tipo mais difundido de biocombustível no Brasil é o álcool proveniente da cana-de-açúcar. Sua principal vantagem é a menor poluição que causa, em comparação aos combustíveis derivados do petróleo. Já o biodiesel, ou seja, óleo virgem derivado de algumas espécies de plantas, apresentam vantagens muito interessantes, como a possibilidade real de substituir quase todos os derivados do petróleo sem modificação nos motores, eliminando a dependência do petróleo. Além de ser naturalmente menos poluente, o biodiesel reduz as emissões poluentes dos derivados de petróleo. As plantas mais utilizadas atualmente para produção do biodiesel são a soja, a colza, o pinhão manso, a mamona, o dendê, o girassol e a macaúba. As mais produtivas são o dendê e a macaúba, confirmando a potencialidade das palmeiras. A política brasileira prevê o incentivo à produção da mamona no Nordeste e no Bioma Caatinga como um todo; do dendê no Norte e Amazônia; e da soja no Cerrado, Sul e Sudeste. Daniela Mendes | Ascom-MMA
Petrobras investe em parceria com cooperativas de pequenos agricultores
gaúchos, 23 de Outubro de 2006 Segundo Sauer, a parceria envolverá mais de 80 mil produtores de 140 municípios do Rio Grande do Sul, que poderão fornecer matéria-prima para as usinas. Ele informou que as centrais de beneficiamento vão contar com unidades de esmagamento de grãos, em cada microrregião, para levar o óleo pré-pronto para as usinas. “Cada planta pode produzir 100 mil toneladas por ano de biodiesel”, disse Sauer, ressaltando que o projeto prevê a instalação de dez microdestilarias em diferentes cidades, “para desenvolver um processo descentralizado do cultivo dos alimentos”. Os convênios foram firmados com as Cooperativas Mista de Produção, Industrialização e Comercialização de Biocombustíveis do Brasil (Cooperbio) e de Biocombustíveis da Região do Pampa Gaúcho (Biopampa), formadas por pequenos agricultores e assentados da reforma agrária no estado. A estatal também assinou contrato com a Cooperbio para promover a avaliação tecnológica de projetos de produção de álcool integrados com o cultivo de alimentos pela agricultura familiar. Além da implantação de uma das unidades em Palmeira das Missões, no norte do estado, o convênio com a Cooperbio e a Petrobras também promoverá projetos de produção de álcool, integrado com o cultivo de alimentos da agricultura familiar. Segundo o presidente da cooperativa, Romário Rossetto, 40 mil famílias da região e do noroeste serão beneficiadas, “fornecendo às usinas o insumo obtido pelo girassol, canola, mamona, soja e amendoim". A instalação da usina em Bagé, no sul do estado, deverá beneficiar cerca de 40 mil famílias. O convênio será assinado amanhã (24) com a Biopampa e o Frigorífico Mercosul S.A. Ao ressaltar a importância
dos investimentos em biodiesel no estado, o governador Germano Rigotto
lembrou que as novas unidades se somam às três centrais
de beneficiamento privadas já instaladas em Passo Fundo, Rosário
do Sul e Veranópolis. "Esse acordo é extremamente
importante para os pequenos produtores, e também para que o Rio
Grande do Sul seja auto-suficiente em biodiesel, aumentando a exportação
e a renda dos gaúchos", disse Rigotto. Ele garantiu que
a Emater vai prestar apoio técnico aos pequenos agricultores
e às cooperativas nos projetos anunciados pela Petrobras. Shirley Prestes | Agência Brasil
Recursos da Faperj para o programa Riobiodiesel, 20 de Outubro de 2006 A Fundação Carlos Chagas de Amparo à Pesquisa (Faperj) liberou na última terça-feira R$ 67.768,00 para o projeto Rotação de Oleaginosas no Plantio da Cana-de-açúcar, desenvolvido em Campos pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro) e que faz parte do Programa RioBiodiesel, da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-RJ). Investimento - O dinheiro será utilizado na compra de sementes, adubo e material para início do plantio de oleaginosas, como o amendoim, gergelim, girassol e nabo forrageiro, cuja colheita da primeira safra deverá acontecer em março do próximo ano. Com uma parte dos recursos, a Pesagro também vai adquirir um veículo que utilizará como combustível o biodiesel. O plantio de oleaginosas na entressafra da cana-de-açúcar mostrou que é possível melhorar o solo, aumentar a produção da cana e fornecer matéria-prima de qualidade para produção de biodiesel, além de gerar novos empregos na agricultura do Norte Fluminense. Testes - Na primeira fase do projeto os pesquisadores utilizaram uma variedade de soja, que apresentou bons resultados. Na segunda fase, serão testadas outras espécies de soja e quatro outras de oleaginosas: amendoim, gergelim, girassol e nabo forrageiro. Para o coordenador do Programa RioBiodiesel e subsecretário de Desenvolvimento Tecnológico da Secti-RJ, Eduardo Cavalcanti, a rotação no plantio melhora a produtividade da cana-de-açúcar e serve de laboratório para a produção do biodiesel. "Vamos avaliar a que melhor se adapta ao clima, condiões de solo etc.", explica. Segundo ele, as queimadas anuais para a colheita da cana desgastam o solo, e obrigam o agricultor a parar o plantio nos meses de en-tressafra, de janeiro a maio. Com a rotação, nesse período serão plantadas oleaginosas, plantas que têm grande poder de recuperação dos solos através da nitrogena-ção, melhorando a fertilização e conseqüentemente, a produtividade da cana. O pesquisador da Pesagro e coordenador do projeto de plantio alternado, Arivaldo Viana, também está otimista. "Vamos plantar vários tipos de oleaginosas e escolher uma que forneça um óleo de qualidade para ser usado na produção de bio-diesel", explica.
Fonte: http://www.odiarionf.com.br
Embrapa testa pinhão manso para biodiesel, 10 de Outubro
de 2006 Recife - O óleo de uma planta nativa da América do Sul está sendo testado para produção de biodiesel por uma equipe da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de Petrolina, no sertão de Pernambuco. Os pesquisadores querem verificar se o pinhão manso poderia integrar, como a mamona, o grupo de oleaginosas que compõem o programa nacional de combustível vegetal na região seca do Nordeste. Testes iniciais feitos com a planta em campos experimentais da empresa, em Petrolina, indicam que há possibilidade de safra entre 200 e 250 quilogramas por hectare, nos primeiros seis a sete meses após o plantio. De acordo com o pesquisador da Embrapa, Marcos Antônio Drumond, o resultado é "surpreendente", uma vez que registros de produção de pinhão manso em países como a Índia e a Tailândia indicam que a colheita acontece apenas um ano após o cultivo do vegetal. Ele diz que, dentre as vantagens encontradas no óleo retirado da planta, se sobressaem a pureza, a brancura e a leveza do óleo. “Além disso, esse óleo está no padrão exigido pelo mercado europeu”. Drumond ressalva que, embora existam experiências de sucesso com o pinhão manso, ainda é preciso aprofundar os estudos sobre condições de solo e clima e exigências nutricional da espécie para que o cultivo do vegetal possa dar o retorno esperado. “Nos próximos dois anos teremos informações suficientes para que os agricultores possam plantar a espécie com segurança”, concluiu. Ele informou, ainda, que no município
de Jacobina, a 350 quilômetros de Salvador, está sendo
implementado um projeto de uma empresa para o plantio de mil hectares
da oleaginosa, com a finalidade de produção de óleo
combustível. Marcia Wonghon | Agência Brasil
País tem potencial fornecedor, 09 de Outubro de 2006 Especialistas acreditam que a produção brasileira de soja tem potencial de atingir 85 milhões de toneladas em 2011 para atender a demanda mundial. "Eles (analistas da Bolsa de Chicago) chegaram aos 85 milhões de toneladas porque acreditam no potencial do Brasil e não há outro País no mundo que possa produzir", diz o secretário-executivo da Câmara de Oleaginosas e Biodiesel do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Décio Luiz Gazzoni. Segundo ele, o País tem vantagens comparativas como área tropical, terra para explorar nos próximos 50 anos, mão-de-obra disponível e tecnologia. Para Gazzoni, se o País conseguir elevar a produção da soja em 35 milhões toneladas em cinco anos poderia adicionar cerca de US$ 10 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) só com a venda de matéria-prima. "É um valor ponderável e isto se desdobra, pois quando vai para indústria gera frango, suíno e Biodiesel, e poderão ser transformados em US$ 20 ou US$ 25 bilhões", diz. Ele acredita que o Brasil deveria aproveitar o momento pois, as áreas de plantio dos Estados Unidos, Europa já estão chegando ao limite e países como Índia e China não têm como expandir mais a área. Na América Latina, o Brasil é o único País com potencial de atender a demanda por oleaginosa. Um grupo de trabalho está estudando como o País pode elevar a produção de soja em 85 milhões toneladas em 2011.
Demanda mundial por biocombustível vai crescer, 09 de Outubro de 2006 Brasília - A demanda mundial por Biodiesel deverá crescer para 33,5 bilhões de litros em 2007, segundo previsões do governo. As políticas de incentivo ao uso de combustível menos poluente elevarão em 440% o consumo do produto, que hoje é de 6,2 bilhões de litros. O Brasil, no entanto, não deve ser o principal fornecedor do produto. Para o secretário-executivo da Câmara de Oleaginosas e Biodiesel do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Décio Luiz Gazzoni, o País não deve ser um fornecedor de Biodiesel, apesar de ter grande potencial para produzi-lo. Segundo ele, a carga tributária incidente no processamento do grão e a "defasagem cambial" inviabilizam a exportação do produto. Na avaliação de Gazzoni, o Brasil poderá apenas fornecer a matéria-prima. O grão será processado em outros países. "Isso é um enorme desperdício de oportunidades", diz Gazzoni, ao ressaltar que seria mais interessante o País exportar o combustível que tem mais valor agregado, tem potencial de gerar mais emprego e renda. O governo concedeu isenção de tributo para a transformação do Biodiesel para a agricultura familiar e apenas para as culturas das regiões Norte e Nordeste do País. A estimativa da Bolsa de Chicago, segundo Gazzoni, é de que a produção brasileira de Biodiesel cresça dos 250 milhões de litros, neste ano, para 3 bilhões daqui a cinco anos. Gazzoni acredita que o País possa ser um grande
fornecedor de matéria-prima pois, segundo as estimativas de mercado,
tem potencial de aumentar a produção de soja entre 10%
e 15% ao ano. No entanto, segundo ele, a meta se torna impossível
devido à depreciação do dólar ante o real,
à carga tributária e aos juros elevados, às dificuldades
de crédito para comercialização e gargalos logísticos
para escoar a produção.
Com 30% de biodiesel, carro polui menos, 09 de Outubro de 2006 Ribeirão Preto (SP) - O grupo PSA Peugeot Citroën sai na frente na corrida pelo uso do Biodiesel misturado ao diesel de petróleo para uso em carros de passeio. Na última sexta-feira, em Ribeirão Preto, o diretor-geral do grupo no Brasil, Pierre-Michel Fauconnier, fez um balanço da primeira fase de testes, realizada no País, com um Peugeot 206 e um Citroën Xsara Picasso, que rodaram um total de quase 200 mil quilômetros com o chamado B-30, constituído por uma mistura de 30% de Biodiesel de soja e 70% de diesel de petróleo. Os carros, enviados para a França em junho último, foram desmontados pelos engenheiros da Peugeot Citroën, que concluíram que não é necessária adaptação alguma nos motores e peças para que os veículos rodem com a mistura B-30 brasileira. As curvas de torque e potência dos motores que rodaram com B-30, avaliados a cada 20 mil km rodados, foram idênticas às dos motores movidos com 100% de diesel de petróleo. Além disso, constatou-se uma redução de 23% na emissão de material particulado, de 11% em hidrocarbonetos, de 11% de monóxido de carbono e um aumento, pouco significativo, segundo os técnicos, de 5% na emissão de óxidos de nitrogênio, informou Marc Bouquê, da diretoria de Comunicação, Inovação, Tecnologia e Meio Ambiente da montadora francesa. Com os excelentes resultados da primeira fase de testes com o Biodiesel brasileiro, Fauconnier anunciou a segunda fase de testes, bem mais ambiciosa, que envolverá Biodiesel feito a partir de outras oleaginosas e que abastecerão seis carros novos: um Peugeot 206, um Citroën Xsara Picasso, dois Peugeot Partner e dois Citroën Berlingo. Além do B-30 de soja, será usado o B-30 de palma (dendê) e um B-30 misto, com um 25% de mamona e 75% de soja. "A palma tem mais óleo do que a soja. Produz 6 mil litros de Biodiesel por hectare, em comparação com 500 litros por hectare de soja. Ou seja, o dendê é 12 vezes mais produtivo do que a soja", diz Miguel Dabdoub, químico parceiro da Peugeot Citroën e cientista que desenvolveu nova tecnologia para a produção de Biodiesel. O Biodiesel usado nos testes é produzido no Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (Ladetel), da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP de Ribeirão Preto, coordenado por Dabdoub. Coordenador nacional do Programa Biodiesel Brasil, Miguel Dabdoub coordenou a pesquisa, anunciada em março de 2003, que permite a produção de Biodiesel com álcool etílico - o da cana-de-açúcar - com alta eficiência e viabilidade econômica. Nos Estados Unidos e Europa, o Biodiesel é feito a partir de álcool metílico, o metanol, tóxico e derivado do petróleo. A técnica de Dabdoub - que utiliza de 20% a 30% de etanol e incorpora no Biodiesel 11% do álcool - permite uma produtividade 30 vezes maior que a obtida pelas plantas americanas e européias de Biodiesel. Com a técnica brasileira, que também é mais barata do que as estrangeiras, o Biodiesel pode ser feito com óleo vegetal esmagado bruto, não refinado. "Agora, temos duas rotas para produzir Biodiesel, a etílica (brasileira) e a metílica", disse Dabdoub. Os testes de Biodiesel realizados pela Peugeot Citroën e Ladetel são acompanhados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Bosch, Delphi, entre outras. "O sucesso que obtivemos devemos a mais de 25
empresas do setor automotivo, entre elas a Valtra, Fiat, Volkswagen,
Cummins e MWM International", citou Dabdoub. Gazeta Mercantil
Governo revê limite ao uso do diesel, 09 de Outubro de 2006 O governo federal estuda alterar uma legislação antiga, de 1968, que limita o uso de diesel a veículos com capacidade de carga acima de uma tonelada ou veículos para 15 passageiros ou mais. "O teste da Peugeot Citroën representa uma validação do Programa Biodiesel Brasil, o que nos leva a antecipar as metas de aumento da mistura de Biodiesel no diesel de petróleo e a rever restrições do passado", disse Rodrigo Augusto Rodrigues, coordenador da Comissão Executiva Interministerial do Biodiesel. Rodrigues, que também é subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais da Casa Civil, esteve na sexta-feira em Ribeirão Preto e acompanhou o resultado da primeira fase de testes de uso do Biodiesel misturado ao diesel de petróleo para uso em carros de passeio, realizado em automóveis da PSA Peugeot Citroën. Segundo ele, o Brasil de hoje - auto-suficiente em petróleo, grande produtor de álcool e com tecnologia avançada para a produção de Biodiesel - é bastante diferente do que na década de 1960, quando a dependência de petróleo do País passava dos 70%. Assim, de acordo com Rodrigues, "podemos rever políticas do passado". Perguntado sobre quanto tempo o Brasil poderia liberar o diesel para carros de passeio, Rodrigues respondeu que "não dá para dizer que é daqui a três, cinco ou dez anos. Mas será num futuro cada vez mais próximo. Tudo dependerá do avanço da produção de Biodiesel no Brasil". Possivelmente, a liberação do diesel comece para veículos comerciais de pequeno porte. Segundo os últimos dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), havia no Brasil, no final de 2005, oito unidades produtoras de Biodiesel autorizadas pela agência, com capacidade para produzir 85,3 milhões de litros por ano. No entanto, em 2005, a produção não chegou a 1 milhão de litros. "Queremos trabalhar com B-30 na França", disse o presidente da montadora para a América Latina, Pierre-Michel Fauconnier. Ele informou que a legislação européia prevê uma mistura de 5,75% de Biodiesel no diesel para 2010. "A França quer antecipar esta meta para 2008 e temos potencial de produção na Europa", afirmou Fauconnier. Segundo Fauconnier, a PSA Peugeot Citroën é uma das líderes mundiais no uso de Biodiesel. Ele afirmou que, desde 1998, mais de 800 veículos do grupo rodaram um total superior a 14 milhões de quilômetros com B-30 de canola. "Não houve incidente algum. A única necessidade é a observação da qualidade do combustível", ressaltou. Gazeta Mercantil
Governo é cauteloso com metas do biodiesel, 09 de Outubro de 2006 Apesar do entusiasmo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Biodiesel, cautela é a palavra de ordem no governo quando o assunto é a antecipação das metas do programa nacional lançado há dois anos. "No governo há um consenso de que a antecipação é possível. Mas a decisão só deverá ser tomada quanto tivermos fatos e dados que comprovem com segurança que a decisão pode ser tomada", disse o diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, ao avaliar o cronograma estabelecido pelo governo para o chamado B5, ou seja, a adição obrigatória de 5% de Biodiesel ao diesel de petróleo, prevista para 2013. Desde o ano passado, a mistura de 2% (o B2) de Biodiesel produzido a partir de cinco matérias-primas - girassol, dendê, mamona, algodão e soja - no diesel é voluntária. No começo de 2008, o B2 passa a ser obrigatório e um novo desafio já foi anunciado: a adição, em caráter voluntário, de 5% de Biodiesel ao diesel. Em 2013, esse porcentual passa a ser obrigatório, o que deve, nos cálculos iniciais do governo, demandar 2 bilhões de litros/ano do produto. Um sinal de que o programa vai bem e de que as perspectivas são boas é que muitas empresas têm feito investimentos para ampliar a oferta de Biodiesel, produto que é comprado pela Petrobrás por meio de leilões organizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). O produto já é oferecido em 170 postos de combustíveis de um total de 34 mil espalhados pelo País. A demanda potencial é calculada em 800 milhões de litros nesta primeira fase. "Estamos apostando forte no mercado de Biodiesel. Vamos construir uma fábrica no Rio Grande do Sul, no município de Cachoeira do Sul", afirmou Paulo Donato, gerente da fábrica da Granol de Anápolis, em Goiás. Com a unidade gaúcha, que deve entrar em operação em março de 2007, sobe para três o número de plantas da Granol em condições de produzir Biodiesel. A empresa também arrendou uma fábrica de óleos em Campinas, no interior de São Paulo, e decidiu construir uma unidade em Anápolis, que deve entrar em operação no mês que vem. A fábrica de Campinas permitiu que a empresa entregasse 6 milhões de litros de Biodiesel para a Petrobrás. Em Anápolis, a produção será de 100 milhões de litros/ano e outros 120 milhões de litros serão produzidos no Rio Grande do Sul. Só em Goiás a Granol investiu R$ 100 milhões. Apesar da perspectiva de aumento na oferta, o governo não quer antecipar as metas. Até agora, as empresas declararam ao governo ter capacidade para produzir mais de um bilhão de litros de Biodiesel por ano. "Não podemos antecipar metas com base em declarações. Precisamos saber qual a capacidade de produção antes de tomar uma decisão", disse uma fonte do Ministério da Agricultura. O temor do governo é de que o Biodiesel
tenha o mesmo destino do Proálcool, programa criado em 1975 para
reduzir a dependência externa de petróleo, mas que fracassou
na sua primeira versão por falta de produto para abastecer o
mercado interno. Fabíola Salvador e Leonardo Goy | O Estado de S. Paulo
Apesar de ampliada, oferta de mamona para biodiesel e química
fina será escassa, 06 de Outubro de 2006 A oferta de mamona na safra 2006/07 ficará aquém da demanda das usinas de biodiesel e indústrias químicas, mesmo com a expansão da área plantada. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê ampliação da área plantada entre 27,5% e 32,1% em relação ao ciclo anterior, passando de 155 mil hectares para algo entre 197,7 mil e 204,7 mil hectares. A produção, calculada com base na produtividade média dos Estados, deverá ficar entre 138,1 mil e 142,7 mil toneladas, o que representa aumento de até 37,3% sobre o total produzido em 2005/06. A estimativa mais otimista, se confirmada, será pouco superior à demanda das usinas de biodiesel, estimada em torno de 127 mil toneladas de óleo. A Brasil Ecodiesel planeja concluir neste ano a instalação de seis usinas no Nordeste e Tocantins, que juntas devem produzir 120 milhões de litros de biodiesel/ano. A empresa planeja adotar a mamona como principal matéria-prima, o que representaria demanda próxima a 120 mil toneladas de óleo. A Petrobras também constrói três usinas (no Ceará, Bahia e Minas Gerais) que juntas processarão 50 mil toneladas de óleo por ano. A empresa também anunciou a mamona como matéria-prima de referência. Segundo cálculo da Embrapa, um hectare de mamona gera entre 600 e 650 quilos de óleo bruto, o que significa que a produção na próxima safra ficará entre 118,6 mil e 133,1 mil toneladas de óleo. O presidente da Brasil Ecodiesel, Nelson Silveira, disse que a produção de mamona no Nordeste será suficiente para atender à sua demanda. Mas a empresa não descarta a possibilidade de adotar outras oleaginosas para garantir a produção de biodiesel. Para o Nordeste, a previsão da Conab é de aumento de até 33,2% de área, para 198,8 mil hectares. A produção pode chegar a 134,1 mil toneladas, 40,3% mais que em 2005/06. O principal produtor é a Bahia, que terá oferta até 43% superior nesta safra, de 107,1 mil toneladas. O Piauí, onde a Brasil Ecodiesel conta com usina, elevará a produção em até 94,3%, para 13,6 mil toneladas. Martha Gama de Macedo, analista da Conab, observa que a expansão de área é estimulada pela demanda por biodiesel e pelas indústrias que exportam o óleo hidrogenado. Na safra passada, segundo ela, a maior parte da produção baiana foi comprada pela Bom Brasil, que exporta o óleo para indústrias químicas. No exterior, segundo ela, a tonelada do óleo vale US$ 900 por tonelada. "Não sei se haverá disponibilidade suficiente para atender à demanda", afirma. A disputa pode ajudar a melhorar os preços da oleaginosa. A saca de 60 quilos é vendida hoje a R$ 38, contra R$ 25 o ano passado. Em 2004, chegou a custar R$ 60. (CB) Valor Econômico
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